Como iniciar a Gestão de Inovação na sua empresa

Inovar é criar valor; e pode ser feita de maneira gradual como uma melhoria continua ou até mesmo disruptiva, quando uma nova solução é encontrada, que cura todas as dores de um problema, simplifica sua utilização, reduz custos e permite um acesso generalizado pela população.


Ocorre que todo processo de #inovacão envolve a exploração de territórios desconhecidos onde existem diferentes doses de risco ao fracasso. Posto isto, num ambiente corporativo altamente competitivo, onde mesmo os erros involuntários (não erros provenientes de má fé) tem pouca ou nenhuma aceitação, a maioria dos colaboradores se resigna a obedecer ordens e não se exporem a riscos, o que acaba tolhendo qualquer iniciativa à inovação.


O "chefe sabe tudo” acha que tem que decidir tudo sozinho e pouco se importa com a opinião de seus comandados, que ele enxerga como meros executores dos

planos que ele idealiza sozinho e manda seus subordinados implementarem.


Já o #lider da Gestão da Inovação, aceita e compartilha uma dose de risco inerente ao processo de explorar o desconhecido, continuamente promove um ambiente de confiança e abertura, fomenta a apresentação de muitas ideias de todos e vindas de todas as áreas, por mais estranhas que possam parecer, sem fazer juízo de valor. Este líder promove comunicações fluidas, celebra cada pequena vitória, dando o devido crédito a cada membro da equipe. Desta forma, as pessoas ao contrário de se sentirem permanentemente ameaçadas, sentem-se confiantes a darem suas contribuições, sem medo de represálias. A solução coletiva já pressupõe uma implementação engajada, pois todos fizeram parte do processo e sentem-se co-autores, portanto partes interessadas, e irão se esforçar para que a implementação seja um sucesso.


Como o processo de implementação de uma gestão de inovação nem todas as empresas envolvem uma mudança cultural, cada caso depende de que estágio de preparação se encontra para a aceitação desta cultura.


Há empresas que já adotam as melhores práticas de gestão e valorização do ativo humano, como no caso daquelas certificadas pela “A Great Place to Work”, estas já percorreram uma grande parte da jornada, pois neste caso, já existem a valorização do ser humano e de comunicações fluidas.




Já em empresas com chefes autoritários, centralizadores, e que não se importam com a qualidade de vida de seus colaboradores, ao “estalar o seu chicote”, ele simplesmente tranca qualquer iniciativa voltada à tomada de risco (inovação), pois no caso de um insucesso, sua cabeça poderá ser colocada a prêmio.


Um dos livros mais vendidos depois da Bíblia, trata-se da obra: “Como Fazer Amigos e Influenciar as Pessoas” escrito por Dale Carnegie, onde ele trata com maestria das relações interpessoais. Os ensinamentos deste #livro são extremamente importantes e servem de base para buscarmos comunicações eficientes entre seres humanos, tanto no trabalho como na vida pessoal. Sem estas, ferramentas, torna-se difícil a implementação de uma cultura de inovação, de trabalho em equipe, que fomentam a busca no novo.


Outra ferramenta muito utilizada por #equipes que trabalham com inovação, é aquela que fomenta a criação e/ ou a apresentação do maior número de ideias, de todas as áreas da empresa. Estes conceitos são rapidamente analisados por um comitê multidisciplinar, aprovados ou não, dando-se feed-back da análise. Uma vez implementada a ideia e mensurada sua eficácia, os autores recebem o reconhecimento de seus feitos, frente a seus colegas, bem como reconhecimento na forma de prêmios. Estes prêmios de preferência são não monetários ou de objetos, mas sim, voltados a experiências de vida: uma viagem, um vale restaurante, vale jogo de futebol, etc. Desse modo não são esquecidos com facilidade.


A exemplo temos a empresa Brasilata de latas para acondicionar praticamente tudo menos alimentos, que já chegou a ser campeã Mundial em número de geração de ideias. Seus quase 1.000 funcionários chegaram a produzir 160.000 ideias num único ano, uma media de 160 ideias por colaborador por ano, superando até mesmo a Toyota, tida como referência.


Em minha vivência #profissional, me recordo de ter passado uma manhã inteira discutindo na reunião de Staff, quem nós iríamos demitir no ápice de uma das crises no Brasil e chegamos a um colaborador no departamento Administrativo, com uma economia irrelevante. Na parte da tarde, tínhamos uma reunião do Comitê para avaliação de ideias e para nossa surpresa, um colaborador, que tinha sido operador de maquina, apresentou duas ideias que permitiram elevarmos substancialmente a velocidade de uma máquina, gerando uma economia anual de praticamente 320 mil Reais por ano, esta sim, de extrema relevância!


Ou seja, existe um filão de ouro a ser positivamente garimpado de dentro de cada colaborador, desde que sejam criadas as condições para que esta inovação possa aparecer e que seja valorizada. Trabalhamos com a aceitação do risco da exploração do novo, com um risco calculado quanto a eventual insucesso. Quando algo não dá certo, é quando mais aprendemos e estas lições certamente servirão para futuras soluções bem sucedidas.


O índice de acerto de um “best seller” no desenvolvimento de novos produtos, gira em torno de 2%. Os outros 98% não podem ser classificados como fracassos, pois certamente servirão de curva de aprendizado para soluções de outros problemas no futuro.

Não se cria um ambiente de confiança por decreto! O exemplo tem de vir do líder do Processo de Inovação, que tem que ser um facilitador, constantemente incentivando sua equipe a trabalhar em conjunto, valorizando e celebrando coletivamente mesmo as menores conquistas e nunca criticando ideias que inicialmente podem parecer incoerentes, mas ao se construir em cima das mesmas, aumentam-se as chances de sucesso.


Em meu #livro sobre a gestão da inovação, abordo em mais de 20 capítulos as técnicas e as diferentes experiências práticas que nos permitiram enfrentar os chineses, no Mercado Têxtil e sobrevivermos graças a inovação, partindo de 6 clientes e mono produto, para 1.000 clientes em 16 segmentos de Mercado, conquistando o Prêmio Nacional de Inovação do biênio 2016/2017, promovido pela #cni (Confederação Nacional da Indústria), onde concorremos contra 4.000 empresas de porte médio, na modalidade Gestão da Inovação

Para ser um bom #lider de Inovação, o gestor precisa gostar de gente, de saber interagir com as mesmas, respeitando suas individualidades, tendo empatia, sendo fonte de inspiração e agindo com muita humildade, mas firmeza de propósito coletivo. Uma vez que a equipe se acostuma a trabalhar desta forma, com a Liderança de Inovação, com o passar do tempo ela vai aprimorando as técnicas e aumentando sua capacidade de coletivamente gerarem ideias inovadoras.




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