Lucrando com a Inovação

Ao implementar e nutrir a cultura da inovação na empresa, esta tarefa exige um ambiente colaborativo, de confiança mutua, com tolerância ao erro não intencional e que convide todos os Colaboradores a apresentarem suas ideias, sejam de melhoria contínua ou até disruptivas. Assim todos ganham:


1. O Acionista lucra com a melhoria da produtividade, a redução dos custos, o aumento do faturamento e a melhora no ambiente de trabalho. As inovações contribuem também para a perenidade sadia do empreendimento, não apenas a sobrevivência;


2. O Colaborador quando reconhecido por seu esforço inovador, passa a se sentir empoderado e passa a ter um propósito, para levantar cedo e passar mais tempo no trabalho. Passa a contribuir com mais ideias e a ser protagonista na implementação das mesmas. Nos Estados Unidos, já teria se comprovado que empresas signatárias do selo de certificação “Great Place to Work” são 20 a 30% mais lucrativas que suas concorrentes de porte semelhante e mesmo segmento de atuação, porém que não adotam estas melhores práticas de Gestão de Pessoas;


3. A Sociedade ganha ao ter acesso a bens e serviços mais amplos, inovadores e mais competitivos, abrindo a solução da “dor” ou do novo serviço ou produto, para clientes antes excluídos;



Existem muitos exemplos de empresas que tratam a inovação como uma verdadeira religião. Os sacerdotes da pregação de inovações estão sempre buscando formas de engajamento e incentivando os Colaboradores a contribuírem com ideias, no cotidiano. No meu caso, adotei um programa de fomento à criação de ideias chamado Ciranda de Ideias, onde todos os Colaboradores são incentivados a darem ideias individuais ou coletivas, que gerem economias nos diversos processos de todas as áreas da empresa, do porteiro ao presidente. Estas ideias são rapidamente avaliadas por um Comitê eleito democraticamente, com representantes de várias áreas, com o propósito de julgar o mérito, aplicabilidade e economia gerada para cada ideias apresentada.


Uma vez comprovada a #economia gerada na prática, os responsáveis são reconhecidos em cerimônias frente a todos os colegas e recebem uma premiação não monetária e de preferência não de objetos, mas na forma de experiências de vida: uma viagem com a família, um vale restaurante, ingressos para levar o filho num jogo de futebol importantes e assim por diante. Ao longo do tempo, percebemos que a premiação em dinheiro era efêmera pois era usada para liquidar dívidas. A viagem de uma mãe com seu filho, para um destino turístico na América Latina, com todas as despesas pagas, frequentando os melhores hotéis e restaurantes, esta ficou gravada para o resto de suas vidas.


Não é nada fácil criarmos lideres capazes de balancearem o cumprimento das tarefas que precisam ser cumpridas, com a preocupação do bem estar de cada um dos Colaboradores. Um dos livros que trata deste equilíbrio com maestria, “O Monge e o Executivo – Uma História Sobre a Essência da Liderança” de James Hunter, bem como seu outro livro “A Liderança Servidora” ilustram como um líder deve se portar no trabalho, em casa e na Sociedade para ter seguidores incondicionais que farão de tudo para que as metas sejam atingidas.


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